Sexta-feira, 13 de Julho de 2018

Costa desmente as Mentiras da Comunicação Social e da Oposição

 

Numa notável conferência, o primeiro Ministro António Costa desmentiu todas as atoardas que se lançam contra o seu governo e explanou tudo o que pensa fazer no futuro que é essencialmente resolver problemas.

Primeiro falou do passado recente e disse que o primeiro OE começou por não ser rejeitado por Bruxelas como anunciou tantas vezes a oposição e depois que não apareceu o tal Plano B. O seu governo e salientou Mário Centeno, que estava na sala, não fez nenhum orçamento retificativo nos dois anos e meios do seu mandato, quando o governo Passos-Cristas-Portas fez 12 retificativos.

Falhado o plano B, foi dito que vinha o diabo e este não veio no ano seguintes. Agora as "pitonisas" dizem que o acordo com os parceiros vai falhar.

Mas Costa acrescentou rapidamente que não vinha falar do passado, apesar de ter posto a funcionar o cronógrafo dos aumentos salariais da função pública e das promoções dos funcionários públicos a partir da sua entrada para o governo e sem aumentar a dívida, fazendo descer o desemprego de mais 12% para 7,2% com crescimento da economia.

Claro, direi eu, o cronógrafo não marca horas para trás.

 

Portugal encontrou a estabilidade sem austeridade, mas Costa acrescentou que não quer fazer o que fez a direita nem vai dar um passo maior que a perna, pois o seu governo não quer uma nova troika e, além disso, o futuro está incerto por via de uma possível guerra comercial entre grandes potências mundiais que podem atingir Portugal, mesmo que nada se tenha feito aqui para isso.

O camarada Primeiro Ministro acerca da saúde disse que o respetivo orçamento aumentou em 700 milhões de euros anuais nos dois anos completos do governo e aumentará também no próximo. 7.900 pessoas entraram para trabalhar no Serviço Nacional de Saúde, sendo 3.600 médicos que deram no ano passado mais 300 mil consultas e fizeram mais 19.000 cirurgias e estão neste momento a contratar 2.000 pessoas dos mais diversos setores profissionais da saúde, incluindo muitos técnicos.

Ao falar sobre a habitação, António Costa negou o título do Correio da Manhã que dizia que Marcelo salvou os inquilinos. Não, quem fez a lei foi a Assembleia da República e o governo, o presidente apenas promulgou a lei para não sofrer uma quebra de prestígio. O diploma determina a suspensão dos despejos como tinha sido legislado pela Cristas que julgava que o mercado resolvia tudo. Na verdade, disse António Costa "o mercado não se mostrou generoso" e torna-se necessário regulamentar bem toda a questão do inquilinato e promover a construção de habitação a preços moderados. Claro, surgiu a inesperada expansão do turismo, relativamente à qual o principal governante da Pátria é a favor por proporcionar empregos e muitas receitas para Lisboa e para o resto do País.

Uma jovem menina de uns 12 a 13 anos idade pediu a palavra e dirigiu-se ao ministro da Educação com muita desenvoltura, dizendo que não tinha recebido ainda as suas notas e estudou muito durante todo o ano. Interessante, porque as pessoas muito jovens costumam ser tímidas, principalmente quando estão na presença de personalidades importantes. Costa perguntou-lhe em que ano estava e parece-me que disse no sétimo da escolaridade. ministro respondeu que ia ter muito em breve uma reunião com os sindicatos e espera chegar a um acordo.

Outros militantes atacaram o Nogueira e Costa disse que não é tudo culpa desse dirigente sindical. Há muitos Nogueiras nos sindicatos e eu diria, mesmo de outros partidos. O governo fez uma boa proposta que ainda não foi aceite, mas não pode ir mais além. Não disse que se tratava dos 175 milhões de euros que oferecia aos professores por ano e para sempre.

Acerca de uma questão colocada sobre a prospeção de petróleo, o PM disse que a prospeção não carece de estudo de impacto ambiental, mas sim a exploração e o seu governo herdou três licenças de prospeção e eventual exploração: a da costa do Sotavento algarvio, cujo prazo caducou e não foi prorrogado como queriam os proponentes, a de todo o território algarvio que foi considerada ilegal pela entidade ambiental e a do mar ao largo de Aljezur que está entregue à Galp e ENI e que a descobrir-se petróleo em quantidade suficiente tornará o país mais independente em energia, já que temos uma excelente produção eólica e hídrico e o governo está a negociar com Marrocos o fornecimento de energia elétrica em épocas de excesso de produção. Mas continuaremos a importar petróleo para os combustíveis destinados aos automóveis, o que é um dos fatores determinantes do desequilíbrio da nossa balança comercial.

Costa disse ainda que as centrais solares são já sustentáveis, estando várias em construção.

Referindo a questão das leis laborais, o camarada Costa disse que há o objetivo de acabar com a precaridade sempre que é possível. O contrato não precário terá um prazo de trabalho experimental de seis meses e qualquer contrato subsequente não pode ultrapassar esse tempo. Os contratos a termo certo não podem somar mais que seis meses.

Respondendo à minha pergunta sobre o domínio quase absoluto da comunicação social pela direita, António Costa disse que os militantes socialistas devem ler a Ação Socialista diária e eventualmente transferir algo para as suas páginas do Facebook, pois a direita tem um jornal online que dá dicas para os órgãos da comunicação social que as reproduzem como notícias e nós podemos o mesmo. Sobre os dirigentes da rádio e televisão pública, Costa nada disse.

Falou-se no aeroporto e aí Costa fez um elogia indireto a Sócrates quando disse que se o projeto de Alcochete tivesse sido aceite, o País teria um novo aeroporto, cuja construção previa a privatização, mesmo que parcial.

Toda a gente sabe, digo eu, que o aeroporto de Alcochete não iria custar nada ao Estado por ser financiado por Bruxelas e por alguma empresa do setor privado que o quisesse explorar. Claro que o financiamento de Bruxelas ficaria sempre como uma parte do Estado, acrescento eu.

Muito mais foi dito, mas num espaço do Facebook devemos sintetizar e reproduzir o que nos parece importante e eu não fui à conferência com a ideia de fazer uma reportagem e quando era jornalista só trabalhava assim em alguns pontos que considerava cruciais e, mesmo assim, era obrigado a fazer cortes porque o espaço num jornal cooperativo de não muitas páginas é escasso.

 

 

 

 

publicado por DD às 22:29
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