Quinta-feira, 21 de Julho de 2005

Capítulo V da Novela de Dieter Dellinger - Libertação e Amor

Piotr-Foto.jpg

Anton D. enregelava apesar de estar agasalhado ao máximo, pelo que decidiu regressar apressadamente à sua "Isba". Tivera subitamente uma ideia; "já que os papéis de Piotr estão todos lá, porque não passar por ele e me libertar a mim mesmo, basta convencer Zida Vassielenova a não revelar nada a ninguém, o que não deve ser difícil com uma das moedas de ouro que trago escondidas nos sapatos. Com a papelada judicial de Piotr apresento-me ao juiz, peço uma credencial de libertação e um passaporte interno e como que regresso a Kiev, mando vir a família e passo a fazer a vida de um quase intelectual de esquerda que terá aprendido algo de mecânica no seu longo degredo siberiano e, eventualmente, na escola de mecânica dos estaleiros de Nikolaiev. E claro, o novo Piotr, informou primeiro a linda Olga que voltou a ser viúva e passará logo a ser a sua amante". Depois de tanto tempo de separação, a ideia de voltar a ter Olga nos seus braços deixou Anton D., em vias de se tornar no Piotr Ivanevitch, louco de paixão e desejo. A ideia tornou-se obsessão imediata e passou a justificar todos os eventuais perigos. Anton D. sabia que tinha de se tornar no Piotr custasse o que custasse, adquirir o próprio sotaque da língua ucraniana e saber o russo de tal modo que ninguém o confunda com um miserável "boche".

Assim pensou, assim o fez, convenceu Zida Vassielevna a não dar pela sua falta, e a ir substituir o nome de Piotr Ivaneivitch pelo de Anton D. na campa onde enterraram o suicida. Deu-lhe uma moeda e ela prometeu que diria às autoridades quando e se lhe perguntarem que um tal Anton D. se suicidou há muito tempo, dizendo-lhe: - Engraçado, é como se Piotr Ivaneivitch tivesse ressuscitado e o "gaspodin" tivesse falecido. Eu simpatizava, apesar de tudo, com o Piotr, mas não desejo de modo algum a sua morte, ainda o acho mais simpático e agradeço profundamente a comida que me trouxe e as moedas que deixou. Nunca o esquecerei, espero que um dia me venha visitar como homem livre, qualquer que seja o seu nome. Deu-lhe mesmo um beijo na face em sinal de despedida até breve. Ainda foi à campa com a velha Zida colocar a placa com o seu nome no lugar em que estava a de Piotr Ivaneivitch. Depois recolheu-se um pouco frente à cruz que marca a campa. Fez como que uma oração em sua memória e disse para Zida, agora sou Piotr Ivanevitch, o pobre Anton D. morreu e foi aqui sepultado. Zida riu-se um pouco e disse: - Na verdade já está com o espírito meio maluco do Piotr, que lhe dê muita sorte.

O novo Piotr Ivaneivitch arrumou muito bem os seus papéis e a roupa que herdara do "falecido" Anton D. Carregado com uma mala e dois sacos foi à taberna da aldeia perguntar se alguém iria a Krasnoiarsk.

Assim conseguiu boleia numa troika e foi falar com um amanuense a quem deu uma boa gorjeta para indagar tudo sobre os juízes presentes; se estavam há muito tempo e se havia um tal Koroviev que o conhecia. Era o juiz que assinara a deportação final de Piotr e que, naturalmente, poderia eventualmente ver que o novo Piotr não é o que esteve no seu gabinete há uns anos atrás.

- O Koroviev foi transferido há anos, em sua substituição está aqui o juiz Archibald que o pode receber imediatamente se quiser, disse-lhe o amanuense, esperando outra gorjeta, que foi prontamente entregue.

Com algum espanto do novo Piotr, o idoso juiz Archibald de Krasnoiarsk recebeu-o com a maior das simpatias e disse-lhe que o seu caso seria tratado em poucos minutos quando começou logo a escrever um papel e pediu ao escrivão qualquer coisa que Piotr não percebeu bem o que era.

- Aqui tem o seu passaporte e a guia de convocação para se apresentar na Escola Militar de Omsk, na estação dão-lhe um bilhete ao mostrar esta guia e tem dois dias para se apresentar; se o não fizer será considerado desertor e pode ser condenado à morte por fuzilamento, entendeu. E deixe essa fala ucraniana, pois sabe bem que isso é uma provocação neste tribunal, falar uma língua proibida desde 1876. Fale mas é russo. Se não estivéssemos em guerra, condenava-o aqui já a mais uns meses de degredo. Espero que com as suas habilitações literárias seja admitido na escola de aspirantes e saia "portupeijunker", alferes aspirante. Escrevi aqui que o senhor se ofereceu como voluntário para a defesa da pátria. Não faço qualquer referência ao seu degredo simples, não precisam de saber, mas conserve bem guardado este documento que o liberta totalmente.

Piotr ficou surpreendido, primeiro com a convocação militar, depois com a questão da língua que tinha utilizado para disfarçar o seu ligeiro sotaque alemão. Acabou por dizer que sim e desculpe, saindo rapidamente.

Já nas ruas estreitas de Krasnoiarsk, Piotr começou a pensar, como que atordoado e surpreso, "sou agora o Piotr, mobilizado para defender a pátria. Como é que eu não tinha imaginado tal situação. Sou mesmo estrangeiro, nunca chego a perceber o que se passa à minha volta". Foi à estação para ver quando passava o próximo transiberiano. Era no dia seguinte e indicaram-lhe uma pequena pensão para pernoitar depois de lhe pedirem os papéis. Aproveitou o tempo livre para escrever algumas cartas à linda Olga. Umas dirigidas ao seu antigo escritório, outras para casa, todas assinadas por Piotr, mas explicando a situação de uma forma indirecta e compreensível. Escreveu: "O passaporte pedido em Moscovo não chegou, mas tenho agora a convocação para a Escola Militar de Omsk. Sou o teu Piotr, vê se consegues ir a Omsk para nos encontrarmos. "A ideia deixou Piotr profundamente excitado, nunca mais parava de sonhar com a Olga e acreditou que algumas das cartas chegariam às suas mãos".

Depois de mandar as cartas meteu-se enfim num comboio cheio de gente, principalmente chineses que iam em multidão do oriente russo para ocidente, abrir as trincheiras da guerra que estagnava depois das grandes derrotas russas nas planícies prussianas da Masúria. Com uns dinheiros dados a um dos chefes da gare, Piotr conseguiu um bom lugar de primeira, pelo que viajou rodeado de oficiais e burgueses quase como ele, convocados passados os trinta anos de idade. Não falou muito, mostrou-se demasiado reservado, o que suscitou a curiosidade dos acompanhantes, mas não exagerou, estavam habituados a que naquele comboio e naquelas paragens siberianas todo o tipo de gente podia aparecer, desde o mais bandido dos aventureiros ao mais honesto dos funcionários, só gente da alta nobreza é que raramente se expunha a tão tormentosas viagens. Enfim, Piotr voltou um pouco ao sotaque ucraniano para disfarçar pois apercebeu-se que não havia no seu compartimento qualquer cidadão da Ucrânia. Acabou por se apresentar como Piotr Ivaneivitch, a caminho da Escola Militar de Omsk. Mostrou-se mesmo muito patriota, o que impressionou muito bem os seus companheiros que deveriam ter mais de malandros do que patriotas. De resto, ninguém lhe perguntou o que fazia, mas a sua condição de voluntário permitiu-lhe falar um pouca da guerra e fazer algumas perguntas sobre a situação militar e política, alegando que na aldeia onde estava instalado não chegaram muitas notícias. Foi então que lhe falaram na derrota de Tannenberg e nas vitórias contra os austríacos na frente ucraniana, "o general Brusilov prepara-se para dar uma grande lição aos austríacos", disse-lhe um velho major que viajava naquele compartimento.

- Ainda bem, disse Piotr, a pátria está salva, a minha Ucrânia está a ser poupada à ocupação pelo inimigo.

Ficaram admirados com tal afirmação, o novo Piotr sentia-se cada vez mais na pele de ucraniano para falar em termos de nacionalismo, como lera nos seus diários e indignar-se contra o Império russo.

A viagem até Omsk não foi longa, já que aquela cidade militar siberiana situava-se a pouco mais de cento e cinquenta verstas de Krasnoiarsk. E quando chegou reparou que havia muitos mais homens como ele a caminho da Escola Militar, uns muito novos e outros já bem mais entrados na idade, provavelmente casados e pais de família. Enfim, as perdas gigantescas dos primeiros meses de guerra abriram as fileiras militares a todos os cidadãos do Império e ali em Omsk forjavam-se os oficiais subalternos da infantaria siberiana, reconhecida pela dureza com que aguentava os combates e as inclemências do tempo.

Na viagem, o novo Piotr pensou se não teria fie-to a maior asneira da sua vida; trocar um degredo solitário mas praticamente isento de perigos e até confortável por uma guerra que tudo indica não ser mais que uma carnificina inútil. "Posso, claro, desertar na frente para o lado alemão ou austríaco e depois, o que ganho pessoalmente com isso, serei incorporado no outro exército ou talvez fuzilado por traição à pátria de origem. Além disso, atravessar uma frente não deve ser fácil; com uma bandeira branca levo um tiro de trás, sem isso, levo um tiro de frente, o melhor é nem tentar".

Bem, o mal está feito, foi dizendo Anton D. para consigo, agora sou Piotr Ivaneivitch de Kiev e tenho de me comportar como tal, sem esquecer que sou agora uns anos mais novo, precisamente cinco. Trago aqui os meus diários e as novelas que comecei a escrever, tenho mesmo de tentar acabá-las e passar a escrever correctamente a língua russa. Sei bastante bem o russo, mas não com a qualidade literária do Piotr, tenho de a adquirir, estudando bem a gramática e decorando todas as frases literárias dos poucos livros que levo na sacola. Por isso, Anton D., agora Piotr, passou parte da viagem para Omsk a ler Dostoievski e Lermantov, dois dos escritores que lhe ficaram como herança do proprietário do espírito de que se apropriara.

Antes de chegar à Escola Militar, Piotr, pensou se seria ou não aceite e se ainda seriam praticadas as violentas praxes aos caloiros como tinha ouvido falar nos tempos de paz e se não lhe aconteceria o mesmo que na Escola de Marinha, ser recusado no exame médico. A servir no exército, sempre é melhor como oficial subalterno do que como simples soldado. E quanto tempo duraria o curso, será que não vão descobrir que não sou sequer russo e que dou alguns erros ortográficos, como é natural. No caminho da estação para a escola foi falando com outros cidadãos que seguiam na mesma direcção; um dos mais velhos disse que era engenheiro e outro que era professor de matemática, enquanto que os mais novos acabavam de sair dos liceus. "Estou feito, são todos intelectuais e eu, um mecânico estrangeiro só com alguma escola prática e um bom pedaço da literatura russa lida, mas não, o estrangeiro ficou lá enterrado na aldeia", eu sou o Piotr, estudante e anarquista de Kiev, um intelectual escritor de diários e pequenas novelas".

Na escola militar não houve qualquer problema, já que todos falavam quase ao mesmo tempo, homens dos dezoito aos quarenta iam frequentar o curso rápido de aspirante a alferes da reserva e seguir imediatamente para a frente. O certificado de habilitações foi aceite sem problemas e no exame médico, Piotr passou logo à primeira observação. O novo Piotr admirou-se um pouco com tantas facilidades, não sabia que resultavam do facto de as perdas em oficiais subalternos serem tremendas e muitos elementos da burguesia já escondiam as suas habilitações para não serem mobilizados como oficiais, apesar dos enormes preconceitos de classe.

O sargento do fardamento "vzvodni unteroffizier" deu-lhe o dólmen, o grosso capote cinzento e o "blachki", uma espécie de capuz que protege a nuca e as orelhas do frio. Ensinou-lhe a enrolar o capote e a passá-lo à volta do corpo desde o ombro à anca, para quando a temperatura subir e o tornar dispensável. Depois forneceu-lhe a "furachka", o boné chato de todos os militares imperiais com a placa metálica da escola e pala dura, uma mochila com um blusão, um par de ceroulas e, por fim, dois pares de calças, além de alguns acessórios.

O armeiro pôs à disposição de cada dois alunos uma espingarda "Russkaya 3-lineinaye vintovka obrazets 1891", uma excelente arma, mas que faltava tremendamente e todas as que saíam das fábricas de S. Petersburgo iam para frente de batalha.

O curso foi rápido, e o novo Piotr cada vez mais integrado no espírito de camaradagem e respeitado por ser mais velho que a maior parte dos camaradas de armas, acabados de sair dos liceus, conseguiu que não reparassem no seu já quase desaparecido sotaque alemão. De resto, dizia-se ucraniano de residência, mas de origem balta onde o alemão é língua muito falada, por isso passou a ser tratado por "Khokol", designação depreciativa que os moscovitas dão aos ucranianos, o que encheu Piotr de alegria, por o fazer esquecer a sua recente, mas enterrada, origem. "Eu sou agora o aluno aspirante Piotr Ivaneivitch, não sou um capitão Rybnikov da novela "O Espião" de Kuprine, não sou estrangeiro, nem estou ao serviço de algum império inimigo.

O desejo de ver Olga continuava a atormentar o novo Piotr. Por isso, mandou-lhe mais cartas, agora pelo correio militar oficial, pelo que chegariam certamente ao seu destino. Até conseguiu fazer uma foto de si todo fardado, o que poupava palavras explicativas, susceptíveis de serem lidas por um censor. Na foto escreveu, o teu Piotr prepara-se para defender a pátria que tanto ama.

Efectivamente, Olga D. recebeu as cartas enviadas pelo correio oficial, mas guardou segredo e predispôs-se imediatamente a viajar para Omsk. Com uma importante quantia em dinheiro conseguiu obter um passaporte interno para viajar para Omsk e Krasnoiarsk, dizendo que o marido ia trabalhar para o exército imperial na cidade militar. Acompanhada por uma senhora muito viajada e por um velho empregado da empresa, Olga meteu-se ao caminho nos mesmos comboios que Anton D. utilizou e chegou a Omsk um mês depois do novo Piotr aí ter iniciado a instrução.

Os filhos, dois rapazes e uma rapariga, ficaram entregues a uma governanta sob o controle da avó materna.

Olga pagou a um cabo e depois a um sargento para avisarem o instruendo Piotr Ivanevitch da sua presença ali, mencionando o local em que estava instalada, a casa de uma viúva pobre de um capitão recentemente falecido na frente. Piotr ficou surpreendido, as dúvidas assaltavam já o seu espírito, quatro semanas depois de chegar de Omsk, julgava ser impossível voltar a ver a sua Olga.

Teve de esperar pelo domingo, o único dia em que pôde sair da escola militar, depois de assistir à missa. Combinara encontrar-se com Olga na Igreja. Quando entrou no templo rodeado dos camaradas de armas em quase formatura, Piotr viu de longe os lindos cabelos louros arruivados de Olga a saírem ligeiramente do véu. Não necessitou que ela se voltasse para saber que Olga estava ali. Saiu do seu grupo e foi postar-se ao lado dela, trocaram olhares e beijaram-se com pequenos movimentos dos lábios sem se tocarem nem se voltarem frente a frente. Na hora da comunhão, os camaradas passaram todos pela sua frente e olharam-nos com olhares portadores de uma certa lascívia, admirados com a beleza da eleita do "ucraniano", perguntando mentalmente, será que todas as ucranianas são assim? Logo após a cerimónia, Piotr foi com Olga para a sua casa, onde foi apresentado à viúva Ana Pavlova como o seu marido. Assim, puderam descansar sossegadamente no quarto de Olga até ao dia seguinte. Esse primeiro dia foi o céu para ambos, Anton D. ressuscitou nos braços de Olga e tudo voltou a ser como antes, esquecera por momentos o anarquista Piotr. Olga tratou-o por Anton; fizeram amor com todo o desejo da vida. Mas, no fim, disse: - Tu na verdade és viúva do Anton D. e agora és a amante de Piotr Ivaneivitch. Se arranjares uma certidão de óbito do teu falecido marido, nada impedirá que te cases com o teu amante.

- Tens muita piada - respondeu-lhe Olga, rindo-se abertamente. - Não te conhecia com tanta imaginação, porque não escreves um romance ou uma novela, tens história para isso. Sim, é um grande romance, o que inventaste na prática. Mas tenho medo, muito medo, se já sou, por assim dizer, viúva duas vezes, não quero sê-lo pela terceira vez de um tal Piotr Ivaneivitch caído numa guerra de primos e que passei a amar. De resto, é uma sensação maravilhosa ter dois homens num só; um amante e um marido ao mesmo tempo, diferentes e iguais. Não quero casar-me com o Piotr Ivaneivitch, prefiro ser apenas a sua amante aos olhos do mundo. Tiramos mais prazer desta situação nada pecaminosa afinal. Porque para Deus tu continuas a ser o meu marido Anton. Não O podes enganar.

- Sabes lá se há algum deus preocupado connosco e a ver o que fazemos? - retorquiu, continuando: Principalmente quando milhões de homens morrem nas frentes de batalha. Que importância pode ter o facto de um casal se amar com um ou outro nome comparada com tão tremenda destruição de seres humanos.

Olga D. contou tudo o que acontecera em Novocherkass e não deixou de mencionar a impressão negativa que causava na população da retaguarda o número crescente de baixas na frente. Vários empregados de Anton D. morreram já e, entre a vizinhança, o luto instalara-se também em muitas casas.

- Sei que se fores para a frente, não voltarás vivo – disse-lhe Olga, – e isto não é a tua guerra, nem esta nem outra qualquer, tu és a pessoa mais pacífica que conheço, às vezes até me irritavas com a forma condescendente com que tratas toda a gente, mesmo aqueles que te queriam fazer mal. Não será melhor desertares?

- Como? Julgas que é fácil. Posso ser condenado como espião ou desertor, o tribunal escolherá e enviar-me-á de qualquer modo para a morte. De resto, da maneira como falas de mim fazes-me recordar Dostoievski quando escreveu que "a mulher que ama saberá divinizar os defeitos da pessoa que ama" , não sou tão pacífico assim.

- Ah! Isso és. Além de pacífico és inseguro e ingénuo. Sou de algum modo, uma certa segurança para ti, como se verificou no passado.

- Talvez, mas de qualquer modo estou metido numa situação em que não encontro saída. Esperemos é que a guerra acabe depressa e que eu nem chegue a combater. Com a enormidade das baixas a guerra acabará em breve e, se não for assim, acho que outras desgraças estarão ainda para vir e as forças anarquistas acabarão por varrer os governos e as burguesias da face da Terra.

- Ah, agora é o Piotr a falar, o anarquista, que engraçado!.

O casal D. voltou a encontrar-se mais vezes para felicidade de ambos, tendo Anton conseguido subornar um sargento e passado a dormir na casa em que Olga se hospedou nos últimos tempos da sua preparação militar que durou pouco tempo mais. E, sempre que Anton se preparava para regressar à escola militar, Olga dizia-lhe, - não te esqueças que és de novo Piotr Ivaneivitch.

 

publicado por DD às 23:50
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